segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nosso Mundo: Os cristãos esquecidos do Oriente

Nosso Mundo: Os cristãos esquecidos do Oriente

Nosso Mundo: Os cristãos esquecidos do Oriente

Caroline B. Glick (Jerusalem Post)
É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição de cristãos no mundo islâmico.
Na noite de domingo (09/10/2011), cristãos coptas egípcios organizaram o que era para ser uma vigília pacífica em frente à sede da emissora de TV estatal no Cairo. Os mil manifestantes representavam a antiga comunidade cristã de cerca de 8 milhões de pessoas, cuja presença no Egito precede a dominação islâmica em várias séculos. Eles se reuniram no Cairo para protestar contra os recentes incêndios criminosos de duas igrejas por quadrilhas de muçulmanos, e contra a rápida ascensão da violência (com apoio do governo) contra cristãos por grupos muçulmanos desde a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, em fevereiro.
De acordo com fontes coptas, os manifestantes foram cercados por agressores islâmicos, que rapidamente ganharam suporte de forças militares. Entre 19 e 40 cristãos coptas foram mortos por soldados e agressores muçulmanos. Foram atropelados por veículos militares, linchados, baleados e arrastados pelas ruas do Cairo.
A emissora estatal relatou apenas que três soldados haviam sido mortos. De acordo com a agência Ahram Online, os soldados atacaram os estúdios da emissora de TV al-Hurra na noite de domingo para bloquear a transmissão de informações sobre o ataque militar contra os cristãos coptas.
Ao que parece, a tentativa de controle de informações sobre o que aconteceu funcionou. As notícias na segunda-feira sobre a violência deram poucos sinais da identidade dos mortos ou feridos. É certo que não contaram a história do que realmente aconteceu domingo à noite no Cairo.
Em outro evento, o patriarca católico maronita do Líbano, Bechara Rai, gerou polêmica há duas semanas. Durante uma visita oficial a Paris, Rai alertou o presidente francês Niolas Sarkozy que a queda do regime de Assad na Síria seria um desastre para os cristãos da Síria e de regiões próximas. Hoje a oposição, que tem apoio do Ocidente, é dominada pela Irmandade Islâmica. Rai alertou que a exoneração do presidente Bashar Assad poderia levar a uma guerra civil e ao estabelecimento de um regime islâmico.
No Iraque, a insurgência patrocinada pelo Irã e pela Síria que se seguiu à derrubada pelos americanos do regime baathista de Saddam Hussein, em 2003, promoveu uma guerra sangrenta contra a população cristã do Iraque. Este mês marca o primeiro aniversário do massacre de 58 fieis em uma igreja católica em Bagdá. Na década passada havia 800 mil cristãos no Iraque. Hoje, são apenas 150 mil.
Sob o antigo império persa, os cristãos tinham mais ou menos liberdade para praticar sua religião.
Hoje os cristãos iranianos estão sujeitos a caprichos de soberanos muçulmanos, que não conhecem outra lei a não ser a da supremacia islâmica.
A situação do pastor evangélico Yousef Nadarkhani é um exemplo. Ele foi preso há dois anos, julgado e condenado à morte por apostasia, por se recusar a renegar sua fé cristã. Não existe lei contra a apostasia no Irã, mas isso não importa. O aiatolá Khomeini é contra a apostasia. A lei islâmica também é.
Depois que a história de Nadarkhani foi publicada no Ocidente, os iranianos mudaram de plano.
Agora eles teriam abandonado a acusação de apostasia e o sentenciado à morte por estupro. O fato de ele nunca ter sido acusado ou condenado por estupro não tem importância.
Cristãos palestinos, igualmente, têm sofrido sob a popularidade dos líderes eleitos.
Quando a Autoridade Palestina foi estabelecida em 1994, os cristãos eram 80% da população de Belém. Hoje correspondem a menos de 20%.
Desde que o Hamas “libertou” Gaza em 2007, a antiga minoria cristã da região tem sofrido ataques constantes. Com apenas 3 mil membros, a comunidade cristã de Gaza teve igrejas, conventos, livrarias e bibliotecas incendiadas por membros do Hamas e seus aliados. Seus membros foram atacados e mortos. Apesar de o Hamas ter prometido a proteção dos cristãos da cidade, ninguém foi preso por violência anticristã.
Da mesma forma que os judeus no mundo islâmico foram expulsos das suas antigas comunidades por governantes árabes com a criação o Estado de Israel em 1948, os cristãos também foram perseguidos e expulsos de suas casas. Regimes populistas islâmicos e árabes usam o supremacismo da religião islâmica e o chauvinismo racial árabe contra cristãos como gritos de guerra para os seus propósitos. Esses chamados, por sua vez, levaram à dizimação das populações cristãs no mundo árabe e islâmico.
Por exemplo, quando o Líbano obteve sua independência da França em 1946, a maioria dos libaneses era cristã. Hoje os cristãos são menos de 30% da população. Na Turquia, a população cristã foi reduzida de 2 milhões no fim da Primeira Guerra Mundial para menos de 100 mil hoje. Na Síria, na época da independência, os cristãos representavam quase metade da população. Hoje 4% dos sírios são cristãos. Na Jordânia, há meio século, 18% da população era cristã. Hoje apenas 2% dos jordanianos são cristãos.
Os cristãos são proibidos de praticar sua religião na Arábia Saudita. No Paquistão, a população cristã está sendo sistematicamente destruída por grupos islâmicos apoiados pelo regime. Incêndios a igrejas, conversões forçadas, estupros, assassinatos, sequestros e perseguição legal de cristãos paquistaneses se tornaram ocorrências diárias.
Infelizmente, para os cristãos do mundo islâmico, sua causa não está sendo defendida por governos ou igrejas do Ocidente. A França, em vez de impor como condição para seu apoio à oposição síria o compromisso com a liberdade religiosa para todos por parte dos seus líderes, seu Ministério das Relações Exteriores reagiu com irritação às advertências de Rai sobre o que provavelmente acontecerá aos cristãos sírios, caso o presidente Bashar Assad e seu regime sejam derrubados. O Ministério das Relações Exteriores da França publicou uma declaração afirmando que estava “surpreso e desapontado” com as declarações de Rai.
O governo de Obama foi menos solidário ainda. Rai está viajando pelos EUA e pela América Latina em uma visita de três semanas a comunidades de imigrantes maronitas. A existência dessas comunidades é consequência direta da perseguição árabe e islâmica aos cristãos maronitas do Líbano.
A visita de Rai aos Estados Unidos deveria começar com uma visita a Washington e um encontro com altos funcionários do governo americano, incluindo o presidente Barack Obama. No entanto, após as declarações de Rai em Paris, o governo americano cancelou todas as reuniões marcadas com ele. Ou seja, em vez de considerar o perigo alertado por Rai e usar a influência americana para aumentar o poder dos cristãos, curdos e outras minorias em qualquer governo sírio pós Assad, o governo Obama decidiu boicotá-lo por chamar atenção para o perigo.
Com exceção dos evangélicos, a maioria das igrejas ocidentais está igualmente desinteressada em defender os direitos de co-religiosos no mundo islâmico. A maioria das principais denominações protestantes, da Igreja Anglicana e suas várias filiais dentro e fora dos EUA à metodista, batista, menonita e outras, não fez esforço algum para proteger ou defender os direitos dos cristãos no mundo islâmico.
Em vez disso, na última década, essas igrejas e suas filiais internacionais buscaram repetidas vezes atacar o único país do Oriente Médio em que a população cristã aumentou nos últimos 60 anos: Israel.
Quanto ao Vaticano, nos cinco anos desde que o Papa Bento XVI, no seu discurso em Regensburg, lançou um desafio aos muçulmanos para que agissem com bom senso e tolerância ao lidar com outras religiões, o Vaticano abandonou a posição anteriormente adotada. Um diálogo entre iguais se tornou uma súplica ao islã em nome de uma compreensão ecumênica. No ano passado o papa organizou um sínodo sobre os cristãos do Oriente Médio que não mencionou a perseguição anticristã por forças e regimes islâmicos e populistas. Israel, por outro lado, foi o principal alvo de críticas.
A diplomacia do Vaticano se estendeu até o Irã, para onde enviou um representante para participar de uma falsa conferência antiterrorista de Mahmoud Ahmadinejad. Conforme relata Giulio Meotti para a agência israelense Ynet, enquanto todos os embaixadores da União Europeia saiam no meio do discurso de negação do Holocausto de Ahmadinejad na segunda conferência das Nações Unidas em Durban, o embaixador do Vaticano ficou sentado. O Vaticano abraçou líderes da Irmandade Islâmica na Europa e no Oriente Médio.
É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição e dizimação de comunidades cristãs no mundo islâmico. Como mostram os acontecimentos de domingo passado no Egito e os ataques diários de muçulmanos contra cristãos na região, as atitudes do Ocidente não estão aplacando ninguém. Mas fica bastante claro que eles irão colher o que plantaram.
caroline@carolineglick.com
Traduzido por: Luis Gustavo Gentil
Fonte em português: www.juliosevero.com
 

O problema cristão de Obama

O problema cristão de Obama

O problema cristão de Obama

Casa Branca negligencia perseguição a cristãos e apoia o islã

WASHINGTON TIMES
O governo Obama está obcecado com a expansão dos muçulmanos e recentemente buscou aliança política com a comunidade judaica. No entanto, dado o estado das coisas, a Casa Branca deveria estar preocupada em ajudar os cristãos perseguidos pelo mundo.

Obama e o islamismo
Os Estados Unidos têm sido cautelosos em intervir nos assuntos que afetam os cristãos do Oriente Médio por medo de confirmar as acusações dos terroristas de que o Ocidente estaria em uma nova cruzada contra o islamismo. A consequência dessa política passiva foi permitir que extremistas islâmicos dominassem cada vez mais o debate, geralmente com consequências trágicas.
No último domingo, no Egito, o conflito entre cristãos coptas e militares deixou pelo menos 25 mortos. Os coptas são a maior minoria religiosa do Egito, representando cerca de 10% da população. Ataques aos coptas vêm aumentando desde a derrubada de Hosni Mubarak da presidência. O fato de militares estarem envolvidos no incidente é um sinal de que as coisas estão mudando para pior. A Casa Branca emitiu uma condenação tímida, observando que o presidente Obama estava “bastante preocupado com a violência no Egito”, e que “à medida que os egípcios constroem seu futuro, os Estados Unidos continuam a acreditar que os direitos das minorias (incluindo coptas) devem ser respeitados”. Em outras palavras, não irão fazer nada a respeito do massacre aos cristãos.
Comunidades cristãs menores enfrentam um desafio ainda maior. O mundo aguarda notícias definitivas sobre o pastor iraniano Yousef Nadarkhani, condenado à morte por apostasia após deixar o islamismo e se converter ao cristianismo. Sayed Mussa, funcionário da Cruz Vermelha afegã que se converteu ao cristianismo, também foi condenado à morte. Mussa foi libertado este ano depois que seu caso teve repercussão internacional, mas é obrigado a viver escondido devido à atmosfera pública de hostilidade.
De acordo com o Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa do Departamento de Estado Norte-Americano, a última igreja cristã no Afeganistão foi destruída. Os cristãos afegãos (entre 500 e 8 mil) que quiserem realizar um culto em público podem fazê-lo em bases militares, instalações da equipe de reconstrução provincial ou a embaixada da Itália. Mas obviamente há riscos envolvidos. O relatório de Estado afirma que “o governo americano discute regularmente a liberdade religiosa com as autoridades afegãs, como parte de sua política geral para promover direitos humanos". Considerando toda a ajuda que os Estados Unidos deram ao Afeganistão na última década, o Departamento de Estado deveria fazer algo mais do que simplesmente conversar.
No âmbito doméstico, Obama enfrenta uma maioria cristã cética a caminho das eleições de 2012. De acordo com o instituto Gallup, o presidente é enaltecido pela comunidade islâmica dos EUA com 80% de aceitação. Mas os muçulmanos são uma pequena fração da população americana, e uma base eleitoral insignificante. Entre os principais grupos cristãos, 50% dos católicos o aprovam, e entre os protestantes (que representam mais da metade da população americana) a aprovação é de 37%, e entre os mórmons 25%.
Pessoas mais devotas tendem a aceitar Obama menos do que as pessoas que não dão importância à religião. De acordo com os dados mais recentes do Gallup, Obama possui 43% de aceitação entre os que afirmam frequentar a igreja “nunca ou quase nunca”, 2 pontos acima da média nacional. Entre os que frequentam a igreja semanalmente, sua aprovação é de 34%, sete pontos abaixo da média. Não é mistério a razão pela qual os cristãos fieis têm pouca fé em Obama.
Traduzido por: Luis Gustavo Gentil
Título do original: Obama’s Christian problem (editorial)
Fonte em português: www.juliosevero.com
 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Conferência Cristianismo e Modernidade: Não jogue sua vida fora - Realizado pelo Mackenzie e Editora Fiel com a II Conferência IPB para jovens, com mais de mil pessoas é um evento marcante no despertamento de uma juventude bíblica, reformada e calvinista no Brasil. Juventude Cristã de Alto Nível!

John Piper: Não jogue sua vida fora

Piper.Herber.JrMack

Mais de mil pessoas participaram da Conferência no Mackenzie

Por Cibele Lima (fotos: Cibele Lima)


A Conferência Cristianismo e Modernidade, realizada pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie em parceria com a Editora Fiel, chegou ao fim neste sábado na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O auditório Ruy Barbosa, local do evento, esteve com todos os assentos preenchidos nos dois dias de conferência, sexta-feira (7) e no sábado de manhã (8). Além do auditório, duas salas anexas foram preparadas para receber os participantes, com telões transmitindo todo o evento.

publico.ruy.barbosa

De acordo com divulgação, mais de mil pessoas estiveram presente nos dois dias. Estiveram ministrando rev. Augustus Nicodemus Lopes, Chanceler da Universidade Mackenzie, com participação na devocional inicial, rev. John Piper, pastor, escritor e principal preletor da conferência, e rev. Russel Shedd, pastor e escritor, que teve sua participação na devocional no sábado pela manhã.

A Conferência, que levou o tema "Não jogue sua vida fora", foi também parte da II Conferência IPB para Jovens que tem o objetivo de agregar as UMP's de diferentes regiões do Brasil para juntos refletirem acerca do tema "Um caminho melhor".

A programação dos jovens se estende ainda no sábado à tarde e no domingo pela manhã, no acampamento Cabuçu (Guarulhos/ SP). Lá as palestras serão ministradas por rev. David Charles e rev. Mauro Meister, pastores da IPB.

A Apecom, Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação, transmitiu ao vivo, os dois dias de evento.

Fonte: http://www.ipb.org.br/portal/noticias/887-john-piper-nao-jogue-sua-vida-fora

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

2a. Semana Teológica 2011 no JMC: Missões e Evangelização

 
 
semanateologica2.JMC.portal
Com o tema "missões e evangelização", evento é aberto ao público

De 17 a 21 de outubro o Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (JMC), realiza a 2ª Semana Teológica 2011.

O tema deste semestre é Missões e evangelização, que contará com a presença de pastores presbiterianos:

Segunda-feira (17/10) - Evangelização no Timor Leste (Rev. Jessé Fogaça)

Terça-feira (18/10) - Plantação de Igrejas no Contexto Urbano (Rev. Ludgero Bonilha Morais)

Quarta-feira (19/10) - O trabalho de plantação de igrejas da IPB (Rev. Jedeías Duarte Almeida)

Quinta-feira (20/10) - A evangelização na região sul do Brasil ( Rev. Sérgio Paula de Lima)

Sexta-feira (21/10) - Evangelização no Chile (Rev. Leandro de Almeida Pinheiro)

As palestras serão ministradas a partir das 19h30 em todos os dias da Semana Teológica. De acordo com o Diretor do seminário JMC, rev. Ageu Magalhães, o evento é aberto ao público em geral. "Todos são bem-vindos", afirmou.

Endereço do seminário: Rua Pascal, nº 1.165, bairro Campo Belo - São Paulo. Telefone: 5543-3534. Site: www.seminariojmc.br



Universidade Presbiteriana Mackenzie é homenageado pela Associação Evangélica Beneficente

Em comemoração ao aniversário de 83 anos, a Associação Evangélica Beneficente (AEB) homenageou parceiros importantes ao longo de sua existência e, entre eles, uma instituição em especial, o Mackenzie.

A celebração aconteceu no dia 6 de outubro, quando membros da associação e representantes do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) reuniram-se em uma churrascaria para a comemoração, e aproveitaram para festejar também os 11 anos de parceria entre as instituições. Desde 2000, o IPM patrocina o Projeto “Criar & Tocar”, programa cultural da AEB destinado à formação musical de crianças e adolescentes carentes, que atualmente ensina a cerca de 600 crianças.

Para o presidente do IPM, doutor Hesio Cesar de Souza Maciel, é uma parceria que tem sido muito bem sucedida. ”O Mackenzie se sente muito orgulhoso, esse é um dos nossos principais projetos, espero que possamos avançar ainda mais nele. Para nós é uma honra e uma alegria receber essa homenagem”.

O reverendo Roberto Brasileiro Silva, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, que ao lado do doutor Hésio recebeu a homenagem, concordou: “é uma grande benção para o Mackenzie recebê-la. Demonstra que o IPM pode fazer algo para sociedade, prestando serviço para a educação do jovem e do adolescente. Fico muito feliz em ver que exercemos esse papel”, lembrou o reverendo.
Fonte: http://www.mackenzie.br/portal/principal.php

Divulgação: