quinta-feira, 17 de junho de 2010

O LÍDER CRISTÃO E SEUS FILHOS - Rev. Gildásio Reis

“É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão”. Tito 1.6

As pessoas têm muitas idéias erradas sobre liderança. Quando ouvem dizer que alguém tem um título de prestígio ou uma posição de liderança, supõem logo que é um líder. Às vezes isso é verdade. Mas títulos não valem muito quando o assunto é liderança cristã. Outro erro comum é pensar que, só porque alguém exerce liderança em sua vida secular ou profissional, que isto, automaticamente, o qualifica para ser um líder cristão. A verdadeira liderança não pode ser concedida, nomeada ou atribuída. Deriva somente da influência, e não pode ser delegada. Precisa ser conquistada. Liderança é influência. Nada mais, nada menos. E uma das áreas em que mais vemos que aqueles que exercem cargos de liderança na igreja, são desqualificados, é a área familiar.


Paulo diz que o líder deve governar bem sua própria casa (I Tm 3:3). O termo utilizado pelo Apóstolo para governar, também, tem os seguintes significados: "reger”, “liderar”, “presidir”, “administrar”. Paulo considera que o lar bem orientado é um bom teste de maturidade espiritual. O argumento lógico de Paulo é que se o presbítero, diácono ou pastor (I Tm 3:4,12) não conseguem governar bem sua casa, sua própria família - não poderão governar bem a igreja, a família de Deus.


O apóstolo Paulo mostra uma prova de que a família do líder está sendo bem governada; ou seja, seus “filhos estão vivendo em submissão, com todo respeito” (I Tm 3.4). A força da frase com todo o respeito significa que eles, os filhos, serão conhecidos tanto por sua obediência como por seu bom comportamento. Em Tito 1.6 a idéia é muita mais clara, pois mostra que os filhos dos líderes, especialmente dos oficiais da igreja, devem ser bons crentes, ao lado da preocupação pela reputação entre os de fora: “É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão”.


Lamentavelmente, estamos vendo líderes que, não obstante seus lares não serem exemplos, os mesmos estão à frente de cargos na igreja. É triste saber que há líderes cristãos que tem filhos homossexuais, ou filhos ausentes da igreja; outros que seus filhos fazem pouco caso da fé cristã e professam doutrinas estranhas à Escritura; outros dão péssimo exemplo na sociedade; etc. Na linguagem paulina, são filhos acusados de libertinagem ou de insubmissão.


A preocupação de Paulo é que, o líder de igreja, que na verdade deve exortar as pessoas à obediência, mas não consegue, sequer, exortar seus próprios filhos, não devem assumir a liderança na igreja. Como posso exortar às pessoas a freqüentarem à Escola Dominical, quando meu próprio filho não é aluno?; como ensinar aos jovens a andarem de acordo com a Palavra, se meu filho adota práticas promiscuas e difama o bom nome do Salvador?


Conforme o pensamento do apóstolo Paulo, tais líderes estão desqualificados. Precisam ser pastoreados ao invés de continuarem se esforçando, inutilmente, para cuidar da igreja de Deus.


Precisamos orar pelos nossos líderes e por suas famílias.

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